Notícias
voltarveja todas as not�ciasArranjo produtivo de software de Curitiba inicia negócios
Gazeta Mercantil (Norberto Staviski) em 08/05/2008
Com um ano de fundação, o Arranjo Produtivo Local (APL) de software de Curitiba, está lançando
seu primeiro produto. A A3 Business Solution, holding que integra sete pequenas empresas do APL vai lançar para o mercado
brasileiro e japonês o modelo de gestão Result, que oferece não somente software, mas um pacote que associa
o sistema com consultoria em gestão empresarial, treinamento e e-learning (ensino a distância).
Os planos da A3 prevêem venda de 230 cópias nos 12 primeiros meses de comercialização, somando um faturamento de R$ 23,8 milhões.
O pacote de serviços se transformou em caso de negócios do centro de inovação da Microsoft, que assumiu a responsabilidade de revisar a ferramenta a fim de garantir segurança e qualidade.
O projeto exigiu três anos de desenvolvimento com investimentos de R$ 2 milhões e é voltado a empresas industriais, de comércio e prestação de serviços dentro do perfil de micro, pequeno e médio portes. Embora as empresas com até 500 funcionários representem 98% das 4,1 milhões de empresas brasileiras legalizadas, segundo dados do Sebrae, poucas possuem sistemas integrados de gestão empresarial (ERP) instalados.
O produto foi baseado numa pesquisa de mercado realizada pela Uniresult, braço acadêmico da holding. O estudo apontou que 55% das empresas brasileiras não têm planejamento estratégico e que, entre as que possuem, 41% não põem as estratégias em prática. Segundo ele, outra descoberta do estudo foi que 40% dos sistemas ERP em operação no Brasil foram considerados ineficazes. "O software por si só não basta para trazer resultados positivos. É preciso combinar tecnologia de ponta com administração de qualidade e treinamento de equipe. O modelo de gestão, em todos os departamentos, deve ter um alto índice de aderência com o software e os funcionários precisam conhecer o negócio para ter comprometimento. Daí a idéia de oferecer uma solução completa", conta o presidente do conselho da A3, Mauro Lara."O investimento em um software é alto, o que se torna ainda mais delicado quando se fala em micro e pequenas empresas e, por isso, não é possível arriscar uma implantação sem ter certeza de que dará certo", acrescenta.
A A3 prevê a exportação de seu produto para diversos países em médio prazo, sendo que as negociações com o Japão tiveram seu início juntamente com a colocação do produto no mercado brasileiro. Para ele, sem a existência do APL, o custo para o desenvolvimento do projeto teria sido o dobro do valor investido.
